A
publicação recolhe a documentação sobre
as raízes da arquitectura africana e analisa os modelos espaciais
dos assentamentos, acompanhando os instrumentos da análise
histórico-tipológica aos da antropologia e da crítica
de arte. Com um aparato iconográfico de 650 imagens, pode-se
agilmente aproar a compreensão dos principais tipos de edifícios
e modelos urbanos da África antiga perscrutando ao mesmo tempo
a evolução da atitude da cultura europeia em relação
à africana.
Certamente em conclusão torna-se espontânea, perguntar
a si próprio até que ponto o passado urbano de África
pode condicionar a evolução, mas a resposta é
antecipada na sábia introdução de José
Forjaz que ilustra o drama do presente e preconiza a incerteza do
futuro.